29 de outubro de 2013
Querida Tha,
Estou com medo de andar por essa cidade.
Estou com medo de encontrá-lo por aí. Não que ele possa me oferecer algum
perigo, porque ele não pode. Antes fosse. Mas encontrá-lo seria como matar
metade da alegria que eu tenho guardado aqui. Eu estou bem, só estou dizendo
que não posso mais vê-lo. Nunca mais, ou enquanto durar meu luto. Fora isso, as
coisas vão bem. Virei vegetariana e aprendi a gostar de chá. Tenho fumado de
mais e sinto sua falta sempre.
Com
amor, Maria.
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